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Justiça converte em preventiva prisão de advogada investigada por desviar dinheiro de idosa morta

Jéssica Cabral Barradas Divulgação A Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante da advogada Jéssica Cabral Barradas, ...

Justiça converte em preventiva prisão de advogada investigada por desviar dinheiro de idosa morta
Justiça converte em preventiva prisão de advogada investigada por desviar dinheiro de idosa morta (Foto: Reprodução)

Jéssica Cabral Barradas Divulgação A Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante da advogada Jéssica Cabral Barradas, de 35 anos, realizada na sexta-feira (2) por policiais da 37ª DP (Ilha do Governador). A decisão foi tomada neste sábado (3), durante audiência de custódia, e mantém a advogada presa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Jéssica foi autuada por supressão de documento depois que policiais encontraram, no apartamento dela, no Cacuia, na Ilha do Governador, os documentos originais de uma idosa de 90 anos que morreu em 2019. Segundo a investigação, a advogada havia sido curadora da mulher e o filho da idosa cobrava a devolução dos documentos havia cerca de sete anos. Ao determinar a prisão preventiva, o juiz apontou risco de reiteração delitiva, necessidade de preservar as investigações e perigo de intimidação da vítima. A decisão também considerou o histórico relacionado à apuração de coação no curso do processo e a proximidade da investigada com a família da idosa. O magistrado reconheceu a legalidade do flagrante, rejeitou os pedidos de soltura apresentados pela defesa e considerou insuficientes outras medidas cautelares. A decisão também afastou a alegação de que a prisão estaria relacionada ao exercício da advocacia. Agora no g1 Documentos estavam em apartamento Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram a carteira de identidade e a certidão de óbito originais da idosa, que morreu em julho de 2019. Segundo a Polícia Civil, o filho da mulher havia pedido os documentos diversas vezes, mas não os recebeu. A investigação aponta que a advogada dizia que os papéis estavam guardados em caixas. A retenção dos documentos teria dificultado a abertura do inventário e a regularização da sucessão. O filho precisou obter uma segunda via da certidão de óbito para acionar o seguro de vida da mãe, documento que, segundo o relato apresentado à polícia, só foi obtido em 2023. A polícia também apreendeu equipamentos eletrônicos, joias, um relógio e talheres banhados a ouro. O filho da idosa reconheceu o relógio e os talheres como pertencentes à mãe. Os objetos serão submetidos a perícia e avaliação. Advogada Jéssica Cabral Barradas suspeita de desviar dinheiro de idosa de 90 anos é presa com documentos, relógio e talheres de ouro da vítima Reprodução Celular foi encontrado escondido em ralo Durante as buscas, os policiais também procuraram o celular da advogada. Segundo a investigação, o aparelho havia sido autorizado pela Justiça para apreensão e posterior extração de dados. O telefone não foi localizado inicialmente. Depois de mais de uma hora de buscas, os agentes encontraram o aparelho escondido dentro do ralo do banheiro. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita teria colocado o celular no local para impedir a apreensão. O aparelho e outros equipamentos eletrônicos serão submetidos à extração de dados. Advogada era curadora da idosa Segundo a investigação, Jéssica era vizinha da idosa, que morava sozinha no Cocotá, também na Ilha do Governador. A mulher recebia pensão militar e benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2014, Jéssica foi nomeada curadora da idosa pela Justiça e passou a administrar os interesses e o patrimônio dela. De acordo com a Polícia Civil, os recursos deveriam ser utilizados em benefício da pensionista. A investigação identificou, porém, transferências de dinheiro da conta da idosa para uma conta pessoal da advogada. Os investigadores também encontraram movimentações financeiras que teriam ocorrido depois da morte da mulher. Segundo a corporação, seis dias após o óbito houve uma transferência da conta da idosa para a advogada, seguida de um saque. A investigação também identificou compras feitas com o cartão da vítima no ano seguinte à morte. Essas suspeitas ainda são investigadas pela 37ª DP. Advogada tem registros policiais anteriores, diz polícia Segundo a Polícia Civil, Jéssica também aparece em registros de ocorrências por ameaça, injúria, lesão corporal, perseguição, coação no curso do processo e falsa identidade. A existência desses registros foi considerada no contexto da investigação, que também apura a retenção de documentos e possíveis desvios de recursos e bens da antiga curatelada. A prisão preventiva determinada neste sábado mantém a advogada presa enquanto o caso segue sob investigação e à disposição da Justiça.